Separação de ideias em sínteses e resumos

Em muitas provas e concursos ainda é comum o uso de gêneros textuais como o resumo e a síntese, a fim de verificar se o candidato tem condições de interpretar textos extensos, retirando e citando as ideias principais. Mas muitas vezes é complicado realizar o resumo de tantas ideias no espaço reduzido que a prova oferece. Isto faz parte da avaliação e procura conferir a capacidade do candidato de selecionar ideias importantes, separando-as daquilo que não importa tanto. Assista a este vídeo para entender as diferenças básicas entre os gêneros textuais que envolvem resumos de ideias.

O trecho analisado hoje é proveniente de um resumo a respeito de biocombustíveis. O aluno, neste trecho, procurou colocar todos os conceitos importantes do texto original em apenas um parágrafo:

As vantagens do uso do biodiesel são: o uso de matéria-prima para sua produção, assim o restante poderia ser utilizado como fertilizantes, não é uma fonte poluente, muitos acreditam que seria a solução para as grandes cidades, diminuindo os casos de doenças respiratórias e a incidência da chuva ácida, o custo de um biocombustível é inferior ao de derivados do petróleo, mas o rendimento assemelha-se já que a gasolina tem em sua composição uma porcentagem de álcool, a queima incompleta desse combustível produz monóxido de carbono que se prende à hemoglobina, dificultando o transporte de oxigênio. O gás carbônico produzido pelo biodiesel será absorvido e será empregada na fotossíntese para seu desenvolvimento, completando o ciclo do biocombustível.

O trecho com destaque em negrito consiste em apenas uma frase, longa, com muitos conceitos apresentados ao mesmo tempo. Na colocação dos argumentos e ideias é importante realizar fragmentação ou separação, para facilitar a leitura e compreensão.

Acompanhe a discussão e as possíveis forma de divisão desta frase extensa, assim como outras correções neste trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0009

 

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Coerência lógica

A coerência lógica em textos de redação deve ser sempre alvo de atenção do candidato ou aluno. A busca da coerência lógica está na confirmação constante de que todas as conclusões colocadas no texto são suportadas por premissas ou argumentos anteriores. Deve existir uma linha clara que leve as frases iniciais de um parágrafo às frases finais do mesmo. Se você costuma ter dificuldades com este alinhamento lógico no seu texto, assista a este vídeo com uma explicação simples de como aplicar o raciocínio na construção de uma redação.

O trecho analisado hoje é proveniente de redação com o tema “Sistema carcerário brasileiro”. Ele apresenta a menção de um ditado popular que é utilizado como conclusão do parágrafo:

Em países como a Holanda apresentam pouca desigualdade e em consequência menor número de prisioneiros. O Brasil já tem um histórico de programas nas favelas do Rio de Janeiro para os jovens, e isso deveria ser espalhado pelo país. A aplicação de penas mais brandas também seria uma opção, e também deveria ser feito a separação entre os presos de acordo com seus crimes, como dizem “a mente desocupada é a oficina do diabo”.

No trecho em negrito existe a inserção de um ditado popular:

“A mente desocupada é a oficina do diabo”

O uso deste ditado aponta para argumentação de que um indivíduo precisa de uma ocupação, uma atividade saudável, para que não utilize seu tempo com atividades ilícitas ou criminosas. Entretanto, no parágrafo onde o ditado surge não existem argumentos anteriores que se liguem de forma direta ao ditado. Existe aí um problema de coerência lógica, no qual a conclusão não decorre da premissa: um non sequitur.

Acompanhe a discussão e alteração do texto visando à coerência, assim como outras correções neste trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0008

 

Coerência textual

Quando falamos em “coerência textual” nos referimos ao fato de que o conteúdo de um texto não apresenta ideias contraditórias ou desligadas da lógica comum. A incoerência pode ser criada pelo próprio escritor, quando ele não tem clareza sobre as ideias a serem expostas. Mas muito mais comum é a ocorrência de incoerência pelo uso inadequado de palavras; como as palavras podem possuir vários sentidos ao mesmo tempo isso pode gerar confusão, dependendo da interpretação dada pelo leitor. Você pode conferir este vídeo com uma apresentação aprofundada de como evitar a incoerência nos textos.

O texto escolhido para análise é proveniente de redação com o tema “Relacionamentos e internet”. O trecho analisado apresenta duas ideias que podem criar confusão no leitor:

Com o surgimento da internet o mundo ficou menos sociável e mais conectado (!), tornando cada vez mais difíceis relacionamentos que não sejam virtuais e a demonstração de afeto.

No trecho em negrito existem duas ideias concorrentes:

(1) o mundo está mais conectado e (2) o mundo está menos sociável

Os trechos (1) e (2) apresentam ideias aparentemente contrárias, já que o verbo “conectar” carrega também o sentido de “criar laços com outras pessoas”, então ele pode estar muito próximo de “socializar” para alguns leitores. Este tipo de incoerência deve ser evitado, prestando atenção aos possíveis significados das palavras e suas atribuições de sentido. Mas como modificar esta frase para que ela tenha o sentido desejado – as pessoas estão ligadas mas ao mesmo tempo desligadas – sem criar incoerência?

Acompanhe a discussão e solução da incoerência, assim como outras correções neste trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0007

 

Concordância verbal

A concordância verbal parece um assunto simples, pois basta colocar o verbo no singular ou plural de acordo com os elementos aos quais ele se refere. Entretanto, é muito comum encontrar a produção de frases muito longas, nas quais o verbo acaba por se distanciar do elemento com o qual ele concorda. Isso pode gerar confusão na construção da frase, levando o aluno a uma tendência de concordar com os elementos mais próximos.

Uma maneira de evitar este problema é reduzindo o tamanho das frases, mantendo o verbo e seu referente próximos. Mas isso pode gerar frases muito simples e que não veiculam completamente a ideia ou argumentação. Então é melhor aprender a fazer a concordância. Você pode conferir este vídeo apresentando as noções básicas e os cuidados para aplicar a concordância nos seus textos.

O texto escolhido para análise é proveniente de redação com o tema “Interesse pela ciência”. O trecho analisado tem um problema de concordância verbal:

Pois é Estudante Paulista, é realmente interessante notar como os índices dos países considerados subdesenvolvidos supera, em muito, os nossos.

No trecho destacado existe o emprego do verbo “superar”, mas a concordância dele está incorreta, sendo que deveria ser grafado como “superam”, em concordância de plural. Mas você consegue identificar com qual dos elementos da frase ele está realizando a concordância de plural: “índices”, “países” ou “subdesenvolvidos”?

Acompanhe a discussão e como deve acontecer a concordância do verbo, assim como outras correções neste trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0006

 

Uso dos “porquês”

O uso dos “porquês” costuma causar muitas dúvidas em provas de concursos e vestibulares. Isso acontece porque existem quatro deles em nossa língua:

1. Porque (junto e sem acento)

2. Por que (separado e sem acento)

3. Porquê (junto e com acento)

4. Por quê (separado e com acento)

Alguns são utilizados em perguntas, outros em respostas. Podem ser regidos pelo início ou fim da frase. Só um deles é um substantivo e deve ser tratado como tal. Você sabe distinguir o uso de cada um e adequação às frases? Você pode conferir este vídeo com uma discussão muita clara sobre “os porquês” e seu uso correto.

O texto escolhido para análise é proveniente de redação com o tema “Meio ambiente é um dever de todos”. O trecho analisado apresenta duas ocorrências de “porquês”:

Saber o porquê do meio ambiente se encontrar ameaçado é importante para elaborar uma política ambiental racional eficiente, até mesmo contra a exploração econômica. Mas mais importante é saber porque as medidas propostas não são eficazes.

No trecho destacado existe o uso correto do “porquê” (junto e com acento) e um uso inadequado do “porque” (junto e sem acento). Você sabe qual é a correção que deveria ser feita neste ponto?

Acompanhe a discussão e como ocorre o uso correto do “por que”, assim como outras correções neste trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0005

 

Evitar o “gerundismo”

O “gerundismo” é um vício de linguagem que acabou por se tornar comum atualmente; ele ocorre quando existe excesso de uso de verbos no gerúndio (como “andando”, “fazendo”, “ligando”, “realizando”), normalmente conectado a outros verbos no infinitivo. Ele aumenta a extensão da frase sem necessidade e exige maior esforço de processamento linguístico pelo leitor. Deve ser especialmente evitado em concursos e vestibulares, onde cada linha utilizada para o texto é um recurso precioso. Manter a concisão e capacidade de síntese é essencial nestas situações de avaliação.

Você pode conferir aqui uma discussão sobre o mau uso do gerúndio e como evitá-lo.

O texto escolhido para análise é proveniente de redação com o tema “Vantagens da Internet”, um tema atual e que aparece com frequência nas provas. O trecho sob análise está claro e coerente, mas pode ser aperfeiçoado:

A internet foi essencial para aumentar o fluxo e a velocidade das informações corporativas, permitindo aproximar as pessoas em diferentes filiais do mundo

Neste exemplo existe uma associação desnecessária entre os verbos “permitir” e “aproximar” que beiram a prolixidade, quando se utilizam muitas palavras para falar algo que poderia ser colocado de forma mais simples.

Acompanhe a discussão e sugestão de reparação de seu uso, bem como apresentação de uma mais elegante para o mesmo trecho, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0004

 

Uso de travessão e dois pontos

Ao produzir os textos para vestibulares e concursos públicos é muito comum que os alunos utilizem apenas a vírgula como elemento segmentador de frases. Entretanto, a língua portuguesa apresenta outros recursos muito úteis como o travessão, ponto e vírgula e dois pontos. Eles ajudam a variar a sua estrutura frasal, tornando os parágrafos mais elegantes e fluidos quando utilizados adequadamente.

Você pode conferir aqui uma discussão sobre o uso do travessão, que costuma apresentar mais dificuldades de aplicação para os alunos. E aqui um sumário interessante sobre o emprego de ponto e vírgula.

O texto escolhido para análise é proveniente de redação com o tema “Para que serve a polícia?”, sendo que a discussão de políticas de segurança pública é recorrente nos concursos públicos e vestibulares. Veja como o uso da pontuação “travessão” pode ser confusa na utilização:

Em que pese a segurança pública estar em apuros, a crítica de muitos clientes – sociedade – baseia-se na atuação dos policiais no Brasil.

Neste exemplo a palavra “sociedade” foi destacada através do travessão, mas tal uso não foi benéfico para a frase.

Acompanhe a discussão e sugestão de reparação de seu uso, bem como apresentação de uma solução com ponto e vírgula, clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0003

 

Evitando a ambiguidade em algumas palavras

Ao produzir um texto argumentativo a ambiguidade pode comprometer ou até mesmo inverter a lógica que você está propondo no seu texto. Nesta revisão abordaremos um parágrafo de redação produzida para o tema “Feminicídio”. É um assunto complexo para produção de textos, pois requer que o aluno conheça previamente a definição do termo que significa, em termos gerais, o homicídio de mulheres (também pode ser citado como “femicídio”, mas existem diferenças jurídicas). Veja uma exploração mais detalhada dos significados aqui.

Voltando ao nosso assunto da ambiguidade, ela se apresenta quando uma palavra escolhida pode ser interpretada de duas ou mais formas, gerando efeitos de significado que podem ir de encontro ao que pretendíamos falar com nosso texto:

O homem, tomado pelo sentimento de posse da sua companheira, utiliza a violência para coagi-la à sua submissão.

Neste exemplo a expressão “de posse da” aliado ao pronome possessivo “sua” cria um efeito ambíguo, pois o sentimento criado pelo verbo “possuir” pode ser atribuído da mesma forma ao homem ou à sua companheira.

Acompanhe a discussão completa clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0002

 

Escolha as palavras certas na sua redação

Se você está fazendo vestibular ou algum concurso público é muito importante prestar atenção nas palavras que você utiliza em seu texto. Nesta revisão abordaremos um parágrafo de redação produzida para o tema “Política de controle de drogas no Brasil”. O texto base apresentado pelo aluno foi bastante adequado, aproveitando o espaço disponível para colocar o máximo de informações e posicionamento opinativo. Mas uma boa escolha das palavras pode fazer diferença no seu score final na avaliação. Entre as questões principais se destacou o uso da palavra “tráfico”, que pode gerar confronto com a palavra “contrabando”, pertencente ao mesmo campo semântico:

Por conta dos critérios subjetivos, muitos usuários são categorizados como contrabandistas dessas substâncias. Isso promove uma superlotação do sistema carcerário brasileiro – o quarto maior do mundo – em que um quarto das prisões envolve o tráfico de entorpecentes ilegais (…)

Embora os vocábulos sejam parecidos, eles podem dar significados diferentes ao texto da sua prova. Veja a definição de “contrabando“e “tráfico“.

Acompanhe a discussão completa clicando no link abaixo para visualizar o PDF da revisão em tela cheia:

Revisão 0001